segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

OU MUDAMOS OU MORREMOS



Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terra (homem vem de humus=terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construimos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.
Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso?
Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?
Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva. Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.
Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.
Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluidos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil. Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.
Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina? Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e virus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.
Aqui se encontra a saida para umo novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.
Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.
Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.
Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Começemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, com-passivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

Leonardo Boff

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

NATAL

Por meio deste nascimento JESUS CRISTO abre-nos o Caminho da Ascensão .

O grande mistério de Cristo Jesus é que , sendo Deus , tornou-se homem , habitou um corpo em um mundo primitivo , fez-se igual a cada um de nós com a fragilidade de nossa condição humana.

O nascimento de Jesus é o momento em que chega a Semente Divina que contem os seguintes atributos:

Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte - Is 9:6


Pai da Eternidade e Príncipe da Paz - Is 9:6


Porta e Pastor - Jo 10:10


Luz do mundo - Jo 8:12


Caminho, Verdade e Vida - Jo 14:6


Libertador - Jo 8:36

Videira Verdadeira - Jo 15:1 R

Ressurreição e Vida - Jo 11:25

Adão - I Co 15:45

Advogado - I Jo 2:1

Alfa e Ômega - Ap 1:8 ; 22:13

Amém - Ap 3:14

Apóstolo da nossa confissão - Hb 3:1

Autor da Salvação - Hb 2:10


Autor da Vida - At 3:15

Autor e Consumador da Fé - Hb 12:2

Bem- aventurado - I Tm 6:15

Único soberano - I Tm 6:15

Braço do Senhor - Is 5:19; 53:1

Cabeça da Igreja - Ef 1,22

Chefe - Is 55:4

Consolação de Israel - Lc 2:25

Cordeiro de Deus - Jo 1:29

Criador - Jo 1:3


Cristo de Deus - Lc 9:20

Desejado de todas as nações - Ag 2:7

Deus bendito - Rm 9:5

Deus Unigênito - Jo 1:18

Deus - Is 40:3

Emanuel - Is 7:14

Eu Sou - Jo 8:58

Filho Amado - Mt 12:18

Filho de Davi - Mt 1:1

Filho de Deus - MT 2:15


Filho do Altíssimo - Lc 1:32

Filho do Homem - Mt 8:20

Filho do Deus Bendito - Mc 14:61

Glória do Senhor - Is 40:5

Grande Sumo Sacerdote - Hb 4:14

Guia - Mt 2:6

Herdeiro de todas as coisas - Hb 1:2

Homem de dores - Is 53:3

Imagem de Deus - 2 Co 4:4

Jesus de Nazaré - Mt 21:11

Jesus - Mt 1:21


Juiz de Israel - Mq 5:1

Justiça nossa - Jr 23:6

Justo - At 7:52

Leão da Tribo de Judá - Ap 5:5

Legislador - Is 33:22

Mediador - 1 Tm 2:5

Mensageiro da Aliança - Ml 3:1

Messias, o Ungido - Dn 9:25, Jo 1:41

Nazareno - Mt 2:23

Nossa Páscoa - I Co 5:7

Pão da Vida - Jo 6:35

Pai Eterno - Is 9:6

Pastor e Bispo das Almas - 1 Pe 2:25

Pedra Angular - Sl 118:22

Poderoso de Jacó - Is 60:16

Poderoso Salvador - Lc 1:69

Precursor - Hb 6:20

Primogênito - Ap 1:5

Príncipe dos Pastores - 1 Pe 5:4

Princípio da Criação de Deus - Ap 3:14

Profeta - Lc 24:19

Raiz de Davi - Ap 22:16

Redentor - Jó 19:25

Rei dos reis - I Tm 6:15

Rei dos santos - Ap 15:3

Rei dos Judeus - Mt 2:2

Rei dos séculos - 1 Tm 1:17

Rei - Zc 9:9

Renovo - Is 4:2

Resplandecente Estrela da Manhã - Ap 22:16

Rocha - I Co 10:4

Rosa de Sarom - Ct 2:1

Santo de Deus - Mc 1:24

Santo de Israel - Is 41:14

Santo servo - At 4:27

Santo - At 3:14

Semente da mulher - Gn 3:15

Senhor da glória - I Co 2:8

Senhor de todos - At 10:36

Senhor Deus - Is 26:4

Senhor dos senhores - I Tm 6:15

Siló - Gn 49:10

Soberano dos reis - Ap 1:5

Sol da justiça - Ml 4:2

Sol nascente - Lc 1:78

Testemunha fiel - Ap 1:5

Testemunho - Is 55:4

Todo- Poderoso - Ap 1:8

Verbo de Deus - Ap 19:13

Verbo - Jo 1:1

Verdade - Jo 1:14

Doador do Espírito Santo - Mt 3:11

Primeiro e Último - Is 41:4

Fundamento da Igreja - Mt 16:18

Omnipresente - Ef 1:20- 23

Omnipotente - Ef 1:20- 23

Omnisciente - Ap 1:8 - Jo 21:17

Santificador - Hb 2:11

Mestre - Lc 21:15

Inspirador dos profetas - I Pe 1:17

Supridor de Ministros à Igreja - Ef 4:11

Salvador - Tt 3:4- 6

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PARA TI MEU DEUS-AMOR

Como eu seria feliz se soubesse fazer um poema para TI
Oh meu DEUS como seria bom.
Mas não encontro jeito nem tom.
Vou sentindo o que nunca senti.
A tua dimensão,
É infinita, para o meu coração.
Tu és AMOR.
Eu sou desamor.
Mas eu quero amar-Te.
E ainda não encontrei arte.
Tu meu DEUS
Meu Arquitecto, meu Senhor.
Os dias não são meus,São teus.
Tu és AMOR,
Meu DEUS.
Dimensão infinita
Que orienta minha escrita.
Tu Senhor do Amor
Que me tiras do torpor.
Tu Poder eterno,
Que me aqueces no Inverno.
Tu minha Salvação,
Que me refrescas o coração,
No verão.
E em qualquer ocasião.
Faço o poema que senti,
Com palavras que vêm de ti.
Quero um poema em teu louvor,
Porque és o meu Senhor.
Porque tu és Amor
O Salvador.
Eu quem sou?
Um que a Ti orou!
Um filho teu que se interroga
E te roga.
Pai orienta meus actos,
Perdoa meus desacatos.
Este poema virou oração
Pois saiu do coração.
É poema inacabado,
Para ti meu Pai
Te ouço, falai.
Perdoa minha presunção,
Na pequenez do meu coração.
Tu Amor infinito,
Recebe este meu escrito
E os pedidos que te fiz.
Pelos mais desfavorecidos
Pelos pobres esquecidos
Pelos doentes desprezados
Pelas mulheres ultrajadas
Pelos jovens carenciados
Pelos idosos abandonados
Pelos pais desorientados
Pelos políticos desajustados
Pelos amantes enganados
Pela Natureza vilipendiada
Pelos professores incapacitados
Por todos os seres maltratados.

Amiguel
Outubro/2006

domingo, 25 de outubro de 2009

PRECE DIÁRIA

Senhor,

Ajuda-me a viver com sabedoria o dia de hoje.

Afasta de mim o ódio, o medo e as preocupações desnecessárias, a impaciência e o azedume, a crítica maldosa e o cansaço, a irritação e o desamor.

Meu pacto é um pacto sagrado com a paz, a felicidade, a harmonia e o sucesso, as realizações construtivas, a simpatia e a boa vontade com todos.

Quero sorrir, cumprindo meu dever.

Quero ser útil, sem nunca esmorecer.

Amém.


Fonte:- Agenda da Felicidade
-Edições Loyola

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O ELOGIO

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Elogio-te,


Aos que muito estimo e elogio no amor ,
Aos que amo e quero agradecer,
E a quem alguma vez provoquei dor,
Também a ti, a quem não soube comprender.
E a quem, em algum momento olvidei o perdão,
Relevem essa minha fraqueza do esquecimento,
Porque jamais meu coração,
Quis provocar algum sofrimento.
Amigo do meu amigo sou,
Inimigo do meu inimigo jamais serei,
E ao Universo tudo dou,
Na certeza de que para a sua harmonia contribuirei.


Amiguel
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Onde ando?

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Onde ando?
. Estou, ando e sou,
Neste Mundo
que não me pertence.
Ando e estou
Sempre andando,
E amando,
Parecendo ausente
No que não tenho,
mas sou.
Tu, mão amiga
que me fazes bem.
Tuas palavras
são bálsamo
Para quem pouco tem.
E gostaria
de para ti ser alguém,
Sem desdém,
Para manter minha serenidade,
Em momentos de saudade.
Sou um homem feliz,
Ainda que não pareça,
Nem apareça.
Mas, se estou,
por vezes pouco te diz.
A lonjura,
Essa está na tua ternura!
Ainda que por ventura
Eu não mereça,
Ninguém me faz mal!
E por fim
Eu sou assim,
Tal e qual.
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AMiguel
15/04/09
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

ABRAÇO

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Com a paixão que me vai no coração
ou na alma
que por ti suspira,
restam-me os meus beijos infindáveis
que mergulham no teu corpo,
a horas,
e a deshoras.
sem controle,
sem norte
e a desnorte
nem mais uma palavra.
apenas minhas mãos
que no teu corpo lavram
e não se levantam,
mas cantam,
uma poesia de amor,
nos nossos corpos suados,
amados.
duma paixão,
que fermenta,
e aumenta,
dia a dia.
mais sequiosa,
do nosso amor,
ardente.
no encontro e reencontro,
de repetições infindáveis.
em horas,
em dias,
em noites
que repetimos.
que amamos.
e que não acabamos.
mas repetimos
e repetimos,
sem cansaço.
quedando-nos,
por fim,
num abraço,
sem fim.
quase eterno,
porque terno,
e nosso.

Amiguel-01.04.2009
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